O filme “Malditos Cartunistas”, dos ‘Daniéis’ Paiva e Garcia foi uma das grandes atrações da Rio Comicon, maior evento de quadrinhos acontecido no Brasil em 2010. Com filas enormes para se conseguir uma cadeira para ver o filme, a estreia obteve sucesso com a profusão de depoimentos de cartunistas brasileiros sobre sua profissão maldita e, ao mesmo tempo, bem-humorada. Agora é a vez da Bahia poder ver este filme com exclusividade na I Semana do Quadrinho Nacional na Bahia. As inscrições são através do link: http://bit.ly/gDZulg
Segue abaixo um texto sobre o filme, retirado do IG Jovem:
Filme “Malditos Cartunistas” é destaque do segundo dia de Rio Comic Con
Documentário de Daniel Paiva e Daniel Garcia mostra panorama do desenhista de humor no Brasil com depoimentos de 25 artistas
Larissa Drumond, enviada ao Rio de Janeiro
No segundo dia da Rio Comic Con, o filme “Malditos Cartunistas” foi um dos destaques da programação. Com 93 minutos de duração, o documentário dirigido pelos “Daniéis”, Daniel Garcia e Daniel Paiva, mostra um panorama sobre a profissão de desenhista de humor no Brasil desde o Pasquim, nos anos 60, até os dias de hoje. “Nós somos colaboradores da revista Tarja Preta e resolvemos gravar porque queríamos conhecer os artistas, que são nossos ídolos. E não existe nenhum filme parecido que entrevistasse todo mundo”, diz Paiva.
Todo mundo mesmo. De 40 desenhistas, 25 entraram na edição final – entre eles, Allan Sieber, Chiquinha, Fábio Zimbres, Schiavon, Reinaldo, Laerte, Leonardo, Ziraldo, Arnaldo Branco, Jaguar, Guazzelli, Ota, Reinaldo, André Dahmer e mais alguns, que, aliás, estavam sentados na plateia do auditório, assistindo à sessão com seus admiradores. No fim, o filme foi dedicado a Glauco e seu filho, Raoni, assassinados em março deste ano.
Assista ao trailer:
“Malditos Cartunistas” apresenta um depoimento atrás do outro e, mesmo longo, está bem longe de ser cansativo – talvez pela edição bem elaborada e inteligente ou pelo bom humor peculiar dos desenhistas, que facilmente arrancam risadas do público. “Apesar de serem várias pessoas falando sobre o mesmo tema, é um filme muito engraçado. Esses eventos também são bons para encontrar os amigos, como o Arnaldo [Branco] e o Leonardo, que eu não via há uns cinco meses”, conta Allan Sieber, autor dos famosos “Vida de Estagiário” e “Preto no Branco”.
As entrevistas começaram em 2007 e foram finalizadas agora, em 2010. Quase quatro anos de produção – “e ainda falta arrumar o som, alguns detalhes técnicos e acrescentar a animação de abertura”, lembra Paiva. “Foi uma surpresa. Dei a entrevista há tanto tempo que eu até esqueci que tinha participado. Quando lançaram os teasers e o trailer, começou a dar vergonha porque eu não sabia mais o que tinha dito”, conta o quadrinista Fábio Zimbres aos risos.
Reinaldo, renomado cartunista e integrante da trupe do humorístico global “Casseta e Planeta”, também fez parte do time de altíssimo nível presente no filme – e reclamou por algumas falas não terem entrado na edição final. “Entre fazer comédia na televisão e cartoon, é mais difícil dar entrevistas. Eu tento desenvolver algum raciocínio e fico meio sem jeito. Se eu estivesse fantasiado de Osama, talvez fosse mais fácil”, diverte-se. “Desenho de humor é uma linguagem completamente diferente do cinema, da televisão e do teatro; eu gostaria de ter explicado melhor esse ponto de vista”, completa.
Apesar da dificuldade de contatar todos os grandes nomes dos quadrinhos brasileiros, o diretor afirma que a maioria foi bastante receptiva. “O fato de eu e o Daniel Garcia desenharmos ajudou a deixar o papo mais tranquilo e informal”, conta. “Só foi mais complicado com aqueles que não costumam responder e-mail e com Maurício de Sousa, que reserva um dia apenas para dar entrevistas”, revela.
Arnaldo Branco, conhecido pelas tirinhas da série “Mundinho Animal” e pelos personagens “Capitão Presença” e “Joe Pimp”, também compartilhou sua visão sobre o universo da HQ e suas experiências. “Quando recebi o convite, achei que fosse para um trabalho de faculdade, mas vi que o projeto cresceu e mudou de figura”, confessa. “De repente, eu me vejo com Ziraldo e Maurício de Sousa. É maravilhoso, adorei”, acrescenta.
Orçamento
Desprendidos e com a desculpa de “querer conhecer os ídolos”, Daniel Paiva não faz a mínima ideia de quanto gastou para que a película virasse realidade. “Usamos o nosso próprio dinheiro, pegamos as câmeras emprestadas e pagamos nossas passagens. Mas tivemos apoio da nossa produtora, principalmente para ir a São Paulo, onde a maioria das entrevistas foi realizada”, conta. O plano agora é concluir a edição e inscrevê-lo em festivais de cinema. “Lançamos primeiro na Rio Comic Con porque é o nosso público alvo e os próprios cartunistas puderam ver juntos”, afirma o diretor, sem cortes.
Alguns excertos do filme:
Laerte
Schiavon
Marcatti
Ota
Mutarelli
André Dahmer


















Nascido na Bahia começou sua carreira nas artes gráficas aos 15 anos. Desde muito cedo seu especial fascínio por histórias em quadrinhos o fez interessar-se por desenho artístico e técnico, se aprofundando no estudo das duas especialidades, aos 17 começou a trabalhar profissionalmente em um estúdio de ilustrações de sua cidade (Salvador-BA). Aos 24 anos ingressou em uma faculdade de design em sua cidade e começou a trabalhar numa das melhores agências de publicidade do norte e nordeste. Logo foi transferido para o setor de criação onde atuou na área de direção de arte. Durante 5 anos Oliver criou ilustrações, marcas e design para essa e outras agências do estado, chegando finalmente a abrir sua própria empresa a Aurora Studios.
XAXADO é neto de um famoso cangaceiro que vivia com o bando de Lampião. Sensível, alegre e sempre atento às belezas e problemas da vida no campo, Xaxado é como um sol ao redor do qual circulam todas as outras personagens e histórias da turma. A Turma do Xaxado é formada por personagens tipicamente brasileiros, cada um com seu jeito próprio de falar, pensar e agir, passando pelas várias classes econômicas, graus de instrução etc. É uma turminha heterogênea como o povo brasileiro, vivendo historias que falam da nossa terra, encantos e problemas, mas sem perder de vista a universalidade da experiência humana. Antonio Cedraz disponibilizará diversos álbuns para comercialização.
Quem foi Lucas da Feira? Até hoje não existem dados precisos que detalhem quem foi o negro que se rebelou contra a sociedade escravocrata em que viveu. Sabe-se que atuou nos arredores da atual cidade de Feira de Santana, nos começos do século XIX, atacando tropeiros que iam ou vinham da Feira do Gado. Alguns dizem que fazia isso para depois repartir com outros negros e pobres, outros afirmam que nunca passou de um psicopata desumano. Longe de responder a essas questões, a obra Lucas da Vila de Sant’Anna da Feira busca dialogar com diversas fontes, oficiais ou não, para mostrar uma história possível da personagem, suas motivações e assim reapresentar esse mito histórico brasileiro para os leitores do século XXI. 48 páginas, formato 21X28cm, terceira capa de Adauto Silva, glossário e estudos de personagens. R$10,00

















